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Red Dead Redemption 2 está entre as demonstrações do DLSS5-NR para Borderless Gaming. Imagem: captura compartilhada via Postimages.

Borderless Gaming leva DLSS 5 a jogos sem trocar DLLs e roda até em RTX 3090

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  • Última modificação do post:1 de outubro de 2026
  • Categoria do post:Gráficos / Notícias
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O Borderless Gaming DLSS 5 abriu uma nova rota para experimentar Neural Rendering em jogos de PC sem substituir DLLs ou modificar os arquivos de cada título. O desenvolvedor Andrew Sampson disponibilizou em 29 de setembro de 2026 o efeito comunitário DLSS5-NR, que roda diretamente pelo pipeline gráfico BGFX do aplicativo e pode ser instalado separadamente pelo GitHub.

A abordagem é diferente das ferramentas comunitárias que injetam ou substituem bibliotecas dentro do diretório do jogo. Segundo o desenvolvedor, o modelo foi quantizado e retrabalhado para remover gargalos e funcionar em uma variedade maior de GPUs. Sampson cita até uma GeForce RTX 3090, para a qual estima um alvo próximo de 30 FPS dependendo do jogo e das configurações.

DLSS5-NR do Borderless Gaming aplicado em GTA IV

Demonstração oficial do efeito DLSS5-NR em GTA IV publicada no repositório do projeto. Imagem: Andrew Sampson.

Borderless Gaming DLSS 5 não depende das DLLs da NVIDIA

A principal diferença técnica está no caminho usado para executar o efeito. Em vez de encaminhar as operações para as DLLs de Neural Rendering da NVIDIA dentro do jogo, o Borderless Gaming executa o modelo diretamente por meio do BGFX.

Isso significa que o jogo não precisa receber uma integração própria. Além disso, o usuário não precisa copiar uma DLL para a pasta do título, substituir bibliotecas existentes ou procurar um mod desenvolvido especificamente para aquele executável.

O próprio repositório resume o processo em três etapas. Primeiro, o usuário abre o editor de efeitos do Borderless Gaming ou a tela de presets do Holo. Depois, escolhe a instalação pelo GitHub e informa o repositório andrewmd5/bgfx-dlss5-nr. Por fim, basta selecionar o preset DLSS5-NR e ativar os efeitos. No Windows, a documentação indica o modo Scaling (GPU).

O resultado continua sendo uma implementação comunitária. Portanto, ela não transforma um jogo em um título com integração oficial de DLSS 5 nem reproduz necessariamente o pipeline 3D-Guided Neural Rendering que um desenvolvedor integra diretamente à engine.

Modelo foi retrabalhado para alcançar GPUs mais antigas

Sampson afirma que dedicou bastante tempo à quantização do modelo, à reorganização de sua execução e à remoção de gargalos internos da rede neural. O objetivo foi ampliar o hardware capaz de executar o efeito, em vez de restringi-lo às GPUs GeForce mais recentes.

Como exemplo, o desenvolvedor afirma que uma GeForce RTX 3090 pode mirar aproximadamente 30 FPS. Entretanto, esse valor não representa um benchmark padronizado nem uma garantia de desempenho. O resultado depende do jogo, da resolução de processamento e das demais configurações do efeito.

Também é importante interpretar corretamente o número. Os 30 FPS citados representam um alvo aproximado enquanto o efeito neural está em execução. Não significam um ganho de 30 FPS e não se referem à geração de quadros.

Cena de Red Dead Redemption 2 usada como referência visual

Red Dead Redemption 2 aparece entre as demonstrações do projeto; esta cena ilustra o jogo e não mostra o efeito DLSS5-NR. Imagem: ComputerBase.

Usuário pode ajustar iluminação, estrutura e resolução

O efeito não trabalha apenas com um botão de ligar e desligar. O Borderless Gaming oferece controles para intensidade, iluminação, estrutura, estilo e resolução usada no processamento neural.

Isso permite reduzir a resolução de trabalho para aliviar o custo da rede ou aumentar o processamento em busca de uma transformação visual mais forte. Como acontece em outros experimentos comunitários de Neural Rendering, porém, essas escolhas alteram diretamente a relação entre qualidade e desempenho.

O projeto também fornece presets de demonstração. As imagens oficiais de GTA IV, Red Dead Redemption 2 e Sora foram produzidas com parâmetros que incluem intensidade 1, Local Tone 1.5, Structure 2, estilo Natural e resolução de processamento 950.

Essas imagens servem como demonstração do efeito desenvolvido para o BGFX. Elas não devem ser interpretadas como comparações de uma implementação oficial da NVIDIA dentro desses jogos.

Efeito é baixado separadamente pelo GitHub

Outro ponto importante é que o DLSS5-NR não fica automaticamente instalado no computador ao atualizar o Borderless Gaming. O efeito é um download separado hospedado no GitHub.

O desenvolvedor esclareceu essa distinção após surgir confusão sobre o funcionamento da atualização. Assim, quem usa apenas o Borderless Gaming sem instalar o repositório do DLSS5-NR não passa a executar Neural Rendering em segundo plano.

Essa separação também deixa mais claro o papel de cada componente. O Borderless Gaming fornece a infraestrutura de efeitos e scaling pelo BGFX. Já o repositório DLSS5-NR contém o efeito neural que o usuário escolhe instalar nessa infraestrutura.

Demonstração do efeito DLSS5-NR para Borderless Gaming

Terceira demonstração disponibilizada no repositório oficial do efeito DLSS5-NR. Imagem: Andrew Sampson.

Atualização também amplia o sistema de efeitos

A atualização do Borderless Gaming trouxe outras mudanças para a infraestrutura gráfica. O editor de efeitos do Windows recebeu uma reformulação para reunir efeitos disponíveis, ordem de processamento e configurações em uma única interface.

Agora também é possível instalar efeitos e presets diretamente de repositórios do GitHub. Além disso, a versão acrescentou efeitos DirectX 12 que podem ser combinados com outros efeitos dentro do mesmo preset.

O changelog cita ainda redução de trabalho de renderização desnecessário e melhorias de desempenho de scaling em resoluções mais altas. O BGFG também recebeu otimizações, sobretudo para Steam Deck e outros dispositivos Vulkan compatíveis.

Por outro lado, Frame Generation e DLSS5-NR são recursos distintos. Portanto, a existência de geração de quadros no Borderless Gaming não significa que o efeito neural dependa dela.

Nova rota é diferente dos experimentos com DLL e RenoDX

A comunidade já encontrou várias formas de levar Neural Rendering a jogos sem suporte nativo. Algumas utilizam RenoDX, OptiScaler, feeders, wrappers e bibliotecas de Neural Rendering carregadas dentro do pipeline do jogo.

O Allves Games mostrou recentemente como duas passadas de DLSS 5 experimental derrubaram uma RTX 5090 de 80 para 36 FPS em The Witcher 3. Nesse caso, o teste utilizou RenoDX e bibliotecas DLSSNP em um pipeline diferente.

Também cobrimos a correção oficial de DLSS no Patch 5.00b de The Witcher 3. Essa atualização da CD Projekt RED trata do suporte oficial já existente no jogo e não tem relação direta com o efeito externo do Borderless Gaming.

O novo método, por sua vez, processa a saída por meio do BGFX. Essa diferença explica por que ele consegue funcionar sem modificar individualmente os arquivos de cada jogo.

RTX 3090 mostra a principal promessa do novo caminho

O ponto mais interessante do DLSS5-NR para Borderless Gaming não é apenas simplificar a instalação. A quantização e as otimizações feitas no modelo também buscam tornar o processamento viável fora do hardware oficialmente associado ao DLSS 5.

A RTX 3090 é um exemplo relevante porque pertence à geração Ampere. A estimativa de aproximadamente 30 FPS mostra que o modelo consegue executar nesse hardware dentro das condições consideradas pelo desenvolvedor.

Isso, entretanto, não equivale a suporte oficial da NVIDIA. Também não demonstra que todos os jogos alcançarão 30 FPS nem que GPUs mais lentas terão desempenho utilizável.

Além disso, o próprio changelog classifica parte da tecnologia de shaders usada nessa implementação como experimental. Sampson espera ganhos adicionais quando os drivers oferecerem suporte completo ao Shader Model 6.10.

Borderless Gaming cria uma alternativa de Neural Rendering externo

O lançamento amplia significativamente as rotas disponíveis para os experimentos comunitários de Neural Rendering. Em vez de preparar individualmente a pasta de cada jogo, o usuário pode instalar um único efeito no Borderless Gaming e aplicá-lo pelo sistema de scaling da ferramenta.

A facilidade, contudo, não elimina as limitações técnicas. O processamento neural continua tendo custo de GPU, e a RTX 3090 citada pelo desenvolvedor serve apenas como referência aproximada. Além disso, a saída externa pelo BGFX não possui o mesmo acesso aos dados internos de uma integração oficial 3D-Guided dentro da engine.

A novidade é, portanto, uma implementação comunitária diferente, e não um desbloqueio do DLSS 5 oficial em qualquer placa ou jogo. Ainda assim, ao dispensar substituição de DLLs e mods específicos, o DLSS5-NR do Borderless Gaming reduz bastante a barreira para experimentar esse tipo de processamento.

Fontes: Andrew Sampson — DLSS5-NR para Borderless Gaming | Borderless Gaming — notas da atualização de 29 de setembro | VideoCardz — cobertura técnica.