King Kong Recompiled chegou à versão 1.0.0 em 5 de outubro de 2026 como um port nativo não oficial da edição de Xbox 360 de Peter Jackson’s King Kong: The Official Game of the Movie para Windows. O projeto usa ReXGlue para traduzir antecipadamente o código original e adiciona opções modernas como resolução de até 8K, taxas de até 240 FPS ou ilimitadas, remapeamento completo e teclado e mouse.
Além disso, a primeira versão pública resolve o travamento no início da campanha que impede o avanço no Xenia, na cena em que aparece o nome “VENTURE”. O próprio desenvolvedor, porém, informa que ainda não validou uma campanha completa: os testes oficiais cobrem o começo do jogo, a abertura no navio e a chegada a Skull Island.
King Kong Recompiled passa pela abertura no navio, ponto em que a execução no Xenia fica presa. Imagem: TekRantGaming / projeto oficial.
King Kong Recompiled transforma a versão de Xbox 360 em port nativo
Em vez de manter a CPU do Xbox 360 sendo traduzida em tempo real durante a partida, o projeto parte do código do jogo e usa o ReXGlue SDK para preparar uma aplicação destinada ao PC. A documentação atribui a infraestrutura ao ReXGlue, que por sua vez aproveita trabalhos do Xenia e XenonRecomp.
Por isso, o usuário ainda precisa fornecer a própria cópia compatível do disco de Xbox 360. O pacote público não inclui arquivos comerciais do jogo e o launcher verifica a edição antes da instalação. A release suporta o disco original com Title ID 555307D3 e instala os dados localmente.
King Kong Recompiled chega a 8K e oferece até 240 FPS
Na parte gráfica, o launcher permite resolução interna de 1x até 6x, chegando a 7680 × 4320. Também há FXAA, FXAA Extreme, MSAA 2x e filtragem de textura de até 16x, além de execução em janela ou tela cheia.
Launcher oficial mostra presets de qualidade, resolução interna, anti-aliasing e filtragem. Imagem: TekRantGaming / projeto oficial.
Quanto à fluidez, o padrão continua em 30 FPS, como no console, mas o menu oferece 60, 120, 144, 165, 240 FPS e modo ilimitado. Entretanto, a própria documentação alerta que animações de personagens podem apresentar problemas acima de 30 FPS; portanto, os limites maiores não significam que toda a campanha já esteja validada nessas taxas.
Port corrige o bloqueio VENTURE visto no Xenia
Segundo o projeto, o bloqueio no Xenia ocorre porque leituras de disco usadas para streaming de música e vozes terminam, mas continuam sendo reportadas ao jogo como pendentes. Como resultado, a fala esperada não toca e a sequência de abertura não progride. O port altera esse comportamento para que as leituras terminem como esperado pelo jogo.
A primeira release foi testada até a chegada a Skull Island, mas ainda não passou por um playthrough completo. Imagem: TekRantGaming / projeto oficial.
Launcher traz controles, achievements e recursos de PC
Além das opções visuais, o launcher permite inverter e ajustar a velocidade da câmera, configurar deadzone, vibração, remapear botões e jogar com teclado e mouse. Os nove achievements do Xbox 360 também ganharam pop-ups e sons inspirados no console.
Por outro lado, a versão 1.0.0 ainda é a estreia pública. Há stutter curto ao carregar novas áreas, efeitos podem aparecer incorretamente na primeira compilação e taxas acima de 30 FPS ainda afetam algumas animações. Assim, a release deve ser tratada como um port funcional em validação, e não como uma campanha inteira já certificada.
O avanço segue a onda recente de recompilações de jogos de Xbox 360. Por exemplo, o Allves Games já acompanhou o Estacado para The Darkness e o port de Mortal Kombat vs. DC Universe, que também exploram recompilação estática para levar jogos do console a PCs atuais.
Fontes: King Kong Recompiled — repositório oficial; release v1.0.0.