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O port nativo de Sonic Unleashed para Android chegou à versão 0.6.0.

Unleashed Recomp Android 0.6.0 ganha SD card e corrige crashes

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  • Última modificação do post:1 de outubro de 2026
  • Categoria do post:Notícias / Ports
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Unleashed Recomp Android chegou à versão 0.6.0 em 30 de setembro de 2026 com uma mudança importante para celulares e portáteis: agora o usuário pode escolher onde guardar o jogo, inclusive em cartões SD e volumes montados. A atualização também melhora a instalação de DLCs, corrige falhas de colisão e ataca uma causa dos crashes conhecidos como “ring crash”.

O projeto executa a versão de Xbox 360 de Sonic Unleashed por recompilação estática para ARM64. Portanto, não se trata de emulação do console, streaming nem execução do binário de Windows por Winlator. O aplicativo compila e adapta o código do jogo para Android, enquanto o renderizador Vulkan trabalha com drivers do próprio aparelho ou com pacotes compatíveis.

A release distribui um APK para instalação por sideload. Entretanto, ela não inclui o jogo. O usuário precisa fornecer os arquivos de sua própria cópia legalmente adquirida de Sonic Unleashed para Xbox 360.

Unleashed Recomp Android 0.6.0 melhora a instalação de DLCs

A versão 0.6.0 corrige a importação de conteúdos adicionais depois que o jogo-base já está instalado. Agora o app aceita pastas e arquivos ZIP contendo apenas DLC, além de pacotes que permaneceram no diretório to_install após tentativas feitas por versões anteriores.

Antes de substituir o conteúdo existente, o instalador verifica os hashes em uma árvore temporária. Além disso, o sistema mantém uma rota de recuperação caso a troca seja interrompida. A mudança reduz o risco de perder uma instalação funcional durante a inclusão de novos pacotes.

O launcher também passou a aceitar esquemas JSON do HMM com vírgulas finais, comentários e marca de ordem de bytes UTF-8. Quando o esquema apresenta erro, o log deixa de despejar o arquivo completo, o que melhora a privacidade dos relatórios.

Teste comunitário de uma versão anterior do port em Android. O vídeo demonstra a execução nativa, mas não funciona como benchmark universal da versão 0.6.0.

SD card entra nas opções de armazenamento

Outra novidade é a escolha persistente do local dos arquivos. O aplicativo lista memória interna, pastas privadas do app e diretórios Android/media em volumes montados, incluindo cartões SD compatíveis com o aparelho.

O usuário pode copiar jogo, mods, configurações e saves para o novo destino. A cópia recebe verificação e preserva os arquivos originais. Ainda assim, o desenvolvedor recomenda fechar completamente o app antes de trocar o armazenamento depois de uma sessão.

Se um cartão SD estiver selecionado, ele precisa permanecer disponível quando o jogo for iniciado. Além disso, o recurso não transforma qualquer cartão lento em uma solução ideal; velocidade e estabilidade continuam dependentes do dispositivo e da mídia usada.

Correção com memmove ataca ring crash e colisões

A mudança técnica mais relevante está nas cópias de memória sobrepostas. O port agora utiliza memmove nesses casos, em vez de uma operação inadequada para regiões que se cruzam.

Segundo o changelog, a correção resolve a corrupção associada ao “ring crash” e também gatilhos de colisão quebrados. Com a causa identificada, o projeto removeu as quarentenas de pequenos blocos e outros contornos usados nas versões anteriores.

Apesar disso, a equipe mantém o port como experimental. Resultados podem variar de acordo com Android, GPU, driver Vulkan e modelo do aparelho. Por isso, a release não deve ser descrita como compatível de forma garantida com todo celular ARM64.

Relato individual mostra o port em um Motorola Edge 2025 com Dimensity 7400 e 8 GB de RAM. O resultado não representa todos os aparelhos.

Android 10, ARM64 e Vulkan continuam obrigatórios

O README atual exige Android 10 ou superior e processador de 64 bits. A aplicação mira ARM64 e utiliza Vulkan. Portanto, aparelhos de 32 bits e dispositivos sem uma implementação Vulkan adequada ficam fora do escopo atual.

Os principais alvos de desenvolvimento são GPUs Adreno 710, 725, 732 e 750. Adreno 720 e 722 aparecem no driver incluído, mas ainda precisam de mais testes. Outros modelos Adreno 6xx e 7xx podem funcionar, embora o projeto não prometa compatibilidade.

GPUs Mali recentes recebem suporte experimental pelo driver Vulkan do sistema. O projeto cita a geração Valhall e modelos como G610, G615, G710, G715 e G720. Um Dimensity 8300 Ultra com Mali-G615 aparece como hardware confirmado. Já gerações Mali antigas, como Bifrost e anteriores, não atendem aos requisitos documentados.

PowerVR e Samsung Xclipse permanecem sem validação ampla. No caso do Xclipse, o sistema usa o driver do aparelho por padrão e permite testar pacotes comunitários compatíveis, mas isso não equivale a suporte garantido.

Port oferece touch, gamepad e interface em português

O overlay touch inclui analógico, botões de ação, gatilhos e controle de câmera. Nos menus, o direcional virtual muda para um D-pad de oito direções. Durante cutscenes, a interface pode reduzir os comandos a um botão de pular.

O usuário também consegue mover e redimensionar os controles pela tela. Além disso, gamepads Bluetooth e USB reconhecidos pelo SDL podem assumir a entrada; nesse caso, o overlay touch desaparece até que a tela volte a receber um toque.

A interface do aplicativo possui português, inglês, russo, japonês, alemão, francês, espanhol e italiano. A versão 0.6.0 completa traduções que faltavam em áreas como mods, atualizações, seleção de armazenamento e mensagens do instalador.

Interface modificada do Unleashed Recompiled

Exemplo de interface modificada no ecossistema Unleashed Recompiled. A captura não mostra o launcher Android 0.6.0.

Opções ajudam aparelhos mais fracos

Por padrão, o Android usa escala de resolução de 50%, desativa anti-aliasing e motion blur e aplica filtragem anisotrópica em 4×. A configuração busca reduzir o custo inicial sem exigir pacotes externos.

O menu também permite baixar a escala para 25%, limitar a taxa a 30 FPS, reduzir sombras para 256 e desligar reflexos planares. Além disso, a qualidade das texturas pode cair para metade ou um quarto da resolução original, reduzindo uso de memória e largura de banda.

Essas opções melhoram a chance de funcionamento em hardware mais modesto, mas não garantem desempenho estável. O projeto não fornece uma tabela completa de FPS por SoC e reconhece que artefatos, travamentos e problemas de áudio ainda podem ocorrer.

Não existe versão para iPhone ou iPad

A release 0.6.0 distribui APK para Android. Não há IPA, App Store, TestFlight nem build oficial para iOS ou iPadOS. Também não existe uma versão Metal documentada neste fork.

Consequentemente, vídeos de Sonic Unleashed em iPhone por streaming, emulação ou outras camadas não representam este projeto. O Unleashed Recomp Android continua voltado a ARM64, Android 10+ e Vulkan.

Atualização mantém o port separado da versão de PC

O fork deriva do Unleashed Recompiled para PC, mas acrescenta integração própria com Android, armazenamento móvel, controles touch, drivers e instalação por APK.

Essa diferença também separa o projeto de soluções que executam o binário do Windows por uma camada de compatibilidade. Em comparação, outros ports nativos recentes, como o BlueWake de Wind Waker para iPhone e iPad, seguem pipelines e APIs gráficas diferentes.

Com a versão 0.6.0, o avanço mais importante não está em um novo efeito visual. A release fortalece o uso cotidiano ao corrigir memória e colisões, facilitar DLCs e permitir que instalações grandes saiam da memória interna para um cartão SD.

Fontes: Unleashed Recomp Android 0.6.0 — release oficial; repositório e documentação oficial; changelog completo.