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SimCity de SNES ganha suporte nativo ao Linux em recompilação com widescreen real

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O SimCity SNES ganhou um novo caminho para rodar nativamente no Linux em 8 de outubro de 2026. A iniciativa SimCity SNES Static Recomp, que já tinha uma versão para Windows, adicionou um frontend Linux com SDL2 ao projeto de recompilação estática. Além disso, mantém uma opção de widescreen que amplia de verdade a área da cidade, sem apenas esticar a imagem original.

Os avanços estão documentados no repositório oficial e em seus commits de outubro. Entretanto, o novo suporte Linux ainda exige compilação do código e uma cópia legalmente adquirida da ROM de Super Nintendo. Não há evidência de pacote Linux pronto para download nem de um teste completo de gameplay em todas as distribuições.

SimCity SNES: como funciona a versão Linux?

O frontend novo utiliza SDL2 para janela, apresentação de vídeo e áudio. De acordo com o README, ele recebe o caminho da ROM por argumento na inicialização ou pela variável de ambiente SIMCITY_ROM_PATH. O programa também descreve atalhos para os botões do controle e suporte a testes sem interface gráfica.

SimCity SNES original: imagem de cidade construída no Super Nintendo

Captura do SimCity original de Super Nintendo, usada para identificar a versão do jogo. Não representa o port Linux em execução. Fonte: Kanzaki / arquivo sobre o SFC.

O projeto não traz um emulador tradicional inteiro como base de execução. Segundo a documentação, as instruções principais do jogo foram traduzidas antecipadamente para código nativo. Além disso, o sistema recria o processamento de vídeo, entrada, memória e som necessário para manter o comportamento do título original.

Isso não elimina todas as camadas que reproduzem características do hardware do console. Porém, muda a forma de executar a lógica do jogo e permite criar aplicativos próprios para Windows e Linux. O desenvolvedor também documenta testes automatizados e diagnósticos para estados inesperados.

Widescreen real mostra mais quarteirões da cidade

O recurso mais interessante é a área visível ampliada. O SimCity SNES pode renderizar uma região de 398 × 239 pixels, em vez dos 256 pixels horizontais tradicionais. Com isso, o programa mostra aproximadamente 71 pixels adicionais do mapa em cada lateral. Portanto, o cenário não é apenas deformado para ocupar telas largas.

O sistema adapta o desenho das camadas da cidade, os limites da câmera, a posição do cursor e o posicionamento de construções. Entretanto, menus, tutoriais e telas modais mantêm suas proporções originais para evitar problemas na interface. Uma opção de configuração permite ativar ou desativar essa visualização durante a partida.

SimCity SNES com mapa urbano original: referência de visão da cidade

Outra captura do SimCity lançado no Super Nintendo. Imagem histórica, sem demonstrar a ampliação widescreen do novo port. Fonte: Kanzaki / SFC.

Áudio e salvamentos continuam na recompilação

O README descreve um motor de áudio que reproduz o comportamento do chip de som do SNES e gera amostras PCM de 32.040 Hz. Além disso, a versão nativa lida com salvamentos SRAM, entradas de controle e capturas do estado de execução. Esses recursos são importantes para que a cidade continue funcionando após a troca de plataforma.

Há ainda um modo de teste headless, sem janela nem áudio, para validar a execução automática de vários quadros. Por outro lado, passar nesses testes não comprova, sozinho, que a versão Linux já tenha o mesmo nível de compatibilidade e estabilidade observado pelo autor no Windows.

Steam Deck é citado, mas não há benchmark confirmado

O desenvolvedor inclui instruções de compilação para sistemas Linux e menciona o Steam Deck como alvo possível. Contudo, a documentação não oferece um benchmark independente de partidas prolongadas no portátil. Também há uma opção de renderização por software para máquinas sem acesso direto aos dispositivos gráficos de Linux.

SimCity do Super Nintendo em cena original, com elementos do mapa e da interface

Terceira captura histórica de SimCity para Super Nintendo. A imagem não comprova desempenho, compatibilidade ou teste de Steam Deck no novo projeto. Fonte: Kanzaki / SFC.

A parte referente ao Linux usa ferramentas de desenvolvimento como CMake, compilador C ou C++ e bibliotecas SDL2. Assim, o interessado precisa compilar o aplicativo e apontá-lo para a própria ROM do jogo. O repositório não distribui conteúdo protegido da Nintendo ou da Maxis.

Onde acompanhar o SimCity SNES para PC?

O código-fonte está no GitHub do projeto, junto das dependências e instruções de compilação. Como não há pacote Linux instalável público confirmado, esta notícia não oferece botão artificial de download. Convém acompanhar as próximas releases e os relatos de usuários com hardware real.

O trabalho se soma a outros ports e projetos de recompilação acompanhados pelo Allves Games, como o port de 007: The World Is Not Enough para PC e Steam Deck. Contudo, cada iniciativa utiliza técnicas e níveis de maturidade diferentes, portanto os resultados de uma não validam automaticamente a outra.

Fontes: repositório e README oficial; commit Linux SDL2; ajuste de compilação.