Zelda Link Awakening Android ganhou uma versão nativa experimental em 20 de outubro de 2026. O projeto LAS Recomp for Android adapta a recompilação de The Legend of Zelda: Link’s Awakening (Switch, 2019) para celulares ARM64. Segundo o desenvolvedor, há controles por toque, tradução opcional em português brasileiro e geração de quadros para exibir até 60 FPS em um aparelho testado.
Esta é uma iniciativa independente, sem vínculo com a Nintendo. Diferentemente de um emulador de Switch, o aplicativo recompila o código do jogo para execução nativa no telefone. O APK não inclui o jogo nem seus arquivos.
Zelda Link Awakening Android: o que muda?
Além disso, o fork acrescenta interface adaptada ao celular, renderização Vulkan e botões virtuais que aparecem conforme as ações disponíveis. O usuário também pode mover, redimensionar ou ocultar os controles. Além disso, o projeto oferece suporte declarado a controles USB e Bluetooth, embora o autor ainda não tenha testado essa função no aparelho usado como referência.
Tela inicial do port para Android, publicada no repositório do desenvolvedor Nycolazs.
Por sua vez, a interface oferece tradução de fãs do Projeto Zelda Brasil — Heroes of Time, aplicada aos arquivos do próprio usuário. Entre as funções herdadas do LAS Recomp estão ajustes de proporção, randomizer, ferramentas de salvamento e opções visuais. Nosso artigo anterior sobre o LAS Recomp no PC e Mac explica a origem do projeto.
60 FPS exibidos não são 60 FPS nativos
Por exemplo, no Galaxy S20 FE com Snapdragon 865, Adreno 650 e Android 16 modificado, o autor relata 60 quadros exibidos por segundo na resolução interna padrão. Entretanto, o jogo continua produzindo 30 quadros reais, enquanto o sistema gera quadros intermediários. Portanto, o resultado não equivale a uma execução nativa a 60 FPS.
Além disso, o desenvolvedor relata cerca de 11 minutos para preparar o código na primeira configuração. Esse tempo e o desempenho não foram confirmados por teste independente. A compatibilidade com outros aparelhos permanece em avaliação, e celulares com GPUs diferentes da Adreno podem apresentar limitações.
Imagem ilustrativa do jogo original para Nintendo Switch (2019); não representa teste do port Android. Crédito: Nintendo/MobyGames.
Como instalar Zelda Link Awakening Android
Para começar, o README exige Android 11 ou superior, processador ARM64 e aproximadamente 12 GB livres durante a preparação. O projeto foi desenvolvido principalmente para GPUs Adreno e inclui driver Turnip. Também é necessária uma cópia própria, legalmente obtida, de Link’s Awakening versão 1.0.0, com os arquivos correspondentes do console do usuário. O aplicativo não distribui ROM, jogo ou chaves.
- Baixe o APK oficial LASRecomp-Android-1.0.0.apk na release publicada em 20 de outubro. O arquivo tem aproximadamente 80 MB, segundo o registro do GitHub.
- Instale o aplicativo no celular. O Android poderá solicitar autorização para instalar aplicativos dessa origem.
- Com os arquivos de sua própria cópia do jogo já disponíveis no aparelho, selecione a pasta correspondente na tela inicial e use Set up game files.
- Aguarde a preparação inicial e abra o jogo. Ajuste os controles e a resolução nas configurações do aplicativo.
Por enquanto, o botão aponta para o APK da release 1.0.0 confirmada em 20 de outubro; não é uma rota automática de atualização. O desenvolvedor publicou também o registro da versão e a soma SHA-256. O pacote foi identificado nos metadados do GitHub, mas não foi instalado ou auditado por nossa equipe.
Limitações e estágio do projeto
Até o momento, porém, o desenvolvedor documentou testes em apenas um modelo de celular. Ele alerta para aquecimento durante a preparação e recomenda alterar a resolução interna preferencialmente na tela inicial. O projeto é de código aberto, experimental e, segundo o README, foi desenvolvido em grande parte com auxílio de inteligência artificial, sob direção e revisão humana.
Em resumo, Zelda Link Awakening Android representa uma nova plataforma para a recompilação já conhecida no PC. Entretanto, compatibilidade ampla, estabilidade e desempenho precisam de mais testes antes de qualquer recomendação definitiva.
Fontes: README oficial do port Android; release 1.0.0, de 20/10/2026; commit do projeto.