O Midtown Madness 3 Recompiled, projeto experimental que adapta o jogo de Xbox para Windows, recebeu mudanças importantes no código em 12 de outubro de 2026. O desenvolvedor MattSG separou a simulação física da taxa de quadros, com o objetivo de manter a velocidade dos carros consistente mesmo em FPS elevados. Além disso, a atualização inclui um novo launcher com opções de mods, controles e rede. Os avanços aparecem no commit da correção e no README oficial do projeto, mas não constituem uma nova versão instalável confirmada.
Midtown Madness 3 Recompiled corrige a velocidade dos carros
Antes da alteração, a física do jogo podia reagir de maneira diferente conforme os FPS. Em outras palavras, aumentar a taxa de renderização não significava apenas uma imagem mais fluida: também podia modificar a aceleração e a velocidade dos veículos. Agora, segundo o autor, o mundo virtual trabalha com passos fixos de 30 Hz, como no Xbox, ou de 60 Hz, conforme a opção escolhida.
No teste relatado pelo desenvolvedor, os carros passaram a atingir aproximadamente 44,3 a 45,3 unidades por segundo em medições a 60, 90, 120 e 144 FPS e sem limite. No entanto, são resultados internos e ainda faltam testes independentes. Além disso, a correção não resolveu tudo: a inteligência artificial de corrida pode dar ré na largada acima de cerca de 110 FPS. Por esse motivo, o launcher limita a escolha de FPS a 90.
Mini Cooper no Midtown Madness 3 original de Xbox. Foto ilustrativa, não captura do launcher ou da nova física do port para PC. Fonte: IGCD / Microsoft e DICE.
Midtown Madness 3 Recompiled ganha novo launcher
O projeto também ganhou uma interface de configuração desenvolvida com RmlUi. A janela reúne abas de Settings, Controls e Mods. Assim, o jogador pode alterar resolução interna, widescreen, distância de desenho e parâmetros de controle antes de executar o jogo.
Além disso, o launcher oferece ajustes de teclado e mouse, remapeamento de botões e recursos opcionais como pular a introdução e habilitar ferramentas de desenvolvimento. Segundo a documentação, a configuração fica registrada no arquivo mm3_settings.ini. As mudanças de interface e comandos estão descritas nos commits do launcher e do remapeamento de controles.
Opções de rede não comprovam partidas online
Outra frente da atualização envolve configurações de NAT, DNS e referências ao serviço Insignia, além de opções de conexão direta. Entretanto, o próprio README ressalta que login no Insignia e partidas completas por system link ainda não foram validados. O navegador de partidas por rede permaneceu vazio nos testes relatados pelo projeto.
Portanto, a presença de controles de rede no launcher não significa que o multijogador online já esteja funcionando. O commit das opções de rede registra trabalho em andamento, e não um serviço pronto.
Cena promocional do Midtown Madness 3 original de Xbox. Não demonstra execução no port para Windows nem benchmark. Fonte: MobyGames / Microsoft e DICE.
O que mudou em relação ao teste de 164 FPS?
Em 8 de outubro, o Allves Games noticiou que Midtown Madness 3 havia atingido 164 FPS em um teste interno. Entretanto, aquela medição era anterior à correção da física e não garantia que o veículo se comportasse de maneira fiel ao Xbox em taxas elevadas.
Agora, o novo código prioriza o comportamento consistente dos carros. Dessa forma, a correção complementa os avanços de renderização, sem representar uma promessa de desempenho ou compatibilidade universal.
Como testar o port no Windows?
Por enquanto, o Midtown Madness 3 Recompiled segue experimental. O GitHub oficial disponibiliza gratuitamente o código-fonte e as instruções de compilação, mas não oferece um instalador pronto para jogar. Para gerar o executável no Windows 10 ou 11, o projeto exige Visual Studio, CMake, Python, PowerShell 7 e Git, além de arquivos da própria cópia legalmente adquirida do jogo de Xbox. Portanto, não há pacote público instalável confirmado que justifique um botão de download direto.
O mantenedor também alerta para possíveis erros de gráficos, som e controles, perda de progresso e regressões. Por isso, recomenda fazer backup dos salvamentos antes de qualquer teste. O código-fonte por si só não é o jogo pronto para instalar.
Fontes: repositório e README oficial do MattSG; commit da correção da física; commit do launcher; commit das opções de rede; commit dos controles.