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Halo CE Android melhora e já chega a 60 FPS em testes

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  • Última modificação do post:30 de setembro de 2026
  • Categoria do post:Notícias / Ports
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Halo CE Android ganhou em 29 de setembro de 2026 uma sequência de builds que melhorou o port nativo de Halo: Combat Evolved baseado na decompilação da versão original de Xbox. O halo-ce-universal distribui builds para Android ARM64, Windows e Linux, enquanto testes da comunidade já mostram o jogo em 60 FPS em alguns aparelhos. Os resultados, porém, ainda variam conforme o dispositivo.

O avanço é diferente de executar Halo por emulação. O port compila o código C reconstruído do jogo para cada plataforma. No Android, ele usa instruções AArch64, OpenGL ES 3 e SDL3. Além disso, o repositório oferece uma build ARM64 e recebe novas versões quando o ramo principal passa pelos testes das três plataformas.

Halo CE Android usa código nativo ARM64

A base técnica vem da decompilação do build 2342 de Halo: Combat Evolved para o primeiro Xbox. Segundo a documentação oficial, o Android apresenta um desafio específico: os dados do jogo foram projetados para ponteiros de 32 bits, enquanto aparelhos modernos podem funcionar apenas com código ARM de 64 bits.

Por isso, o Halo CE Android utiliza ILP32 sobre AArch64. Em termos simples, o código executa instruções ARM de 64 bits, mas preserva ponteiros de 32 bits onde a estrutura original exige esse formato. O projeto cria uma imagem estática do jogo e a carrega dentro de um host ARM64 do Android.

Halo CE Android parte de um port nativo baseado na decompilação do Xbox

Captura oficial do halo-ce-universal mostra Halo: Combat Evolved executado pelo port. Fonte: halo-ce-universal/GitHub.

O renderer converte o caminho gráfico para OpenGL ES. A documentação cita OpenGL ES 3.0 como base e aproveita recursos de 3.1 ou 3.2 quando disponíveis. Em GPUs Mali sem S3TC, por exemplo, a CPU decodifica texturas DXT. Portanto, diferenças de GPU e driver podem produzir resultados distintos.

Builds novas melhoram o desempenho no Android

A primeira repercussão da build Android, em 28 de setembro, trouxe resultados contraditórios. Usuários relataram desempenho baixo, falhas de inicialização e problemas gráficos. Já em 29 de setembro, depois de várias builds consecutivas, novos testes mostraram uma situação melhor.

Um teste comunitário em Snapdragon 8 Gen 2 relatou 60 FPS estáveis na build usada pelo autor. Outro teste mostrou o jogo a 60 FPS em um MediaTek Helio G99. Esses números são relatos individuais, e não benchmarks controlados do desenvolvedor. Portanto, eles não garantem a mesma taxa em todo aparelho equivalente.

Teste comunitário de uma build recente do port no Android. O autor relata 60 FPS em Snapdragon 8 Gen 2. Fonte: r/AndroidNativePorts.

Também existem relatos de comportamento oposto. Um usuário com Snapdragon 8+ Gen 1 informou cerca de 15–24 FPS em uma build anterior. Outros encontraram erros de carregamento ou falhas visuais. Assim, o delta de 29 de setembro é a rápida evolução das builds e o surgimento de testes que mostram o port chegando à velocidade completa em hardware real.

Halo CE Android exige Android 9 e não tem touch

A documentação oficial estabelece Android 9, API 28, como versão mínima. O aplicativo é ARM64 e também funciona em aparelhos exclusivamente de 64 bits. Os gráficos usam OpenGL ES 3, enquanto o áudio passa pelo SDL3 com AAudio.

Há uma limitação importante: o port ainda não possui controles touch. A documentação recomenda um controle reconhecido pelo Android ou um teclado. O DualSense via Bluetooth aparece como exemplo oficial, com suporte a rumble.

Teste comunitário mostra Halo CE no Android em um aparelho com MediaTek Helio G99. O resultado é individual e não representa benchmark oficial. Fonte: r/AndroidNativePorts.

O widescreen recebeu tratamento específico. Em vez de simplesmente esticar a imagem original, o port amplia a visão 3D horizontalmente, mantém o HUD nas bordas e centraliza menus e algumas telas.

Multiplayer cruza Android, Windows e Linux

O halo-ce-universal permite partidas System Link entre Android, Windows e Linux. O projeto elevou o limite para até 128 jogadores em até 128 máquinas e criou um sistema de convite por link para partidas pela internet.

No Android, o aplicativo pode receber os convites e encaminhá-los ao jogo. Entretanto, essa implementação continua em desenvolvimento. Os 128 jogadores representam a capacidade criada e testada pelo projeto, não uma promessa de estabilidade para qualquer rede ou aparelho.

Port exige os dados do jogo original

O projeto não distribui os arquivos comerciais de Halo: Combat Evolved. Para utilizá-lo, o jogador precisa fornecer os dados de sua própria cópia legalmente adquirida da versão de Xbox.

Algumas limitações continuam claras. Os vídeos Bink são pulados, kernels configurados com páginas de 16 KB não funcionam e determinados aparelhos podem não conseguir reservar os endereços fixos exigidos pela memória do jogo. Além disso, os relatos recentes mostram que compatibilidade e desempenho ainda mudam rapidamente entre builds.

O Halo CE Android deve, portanto, ser tratado como um port nativo em desenvolvimento. A chegada da build pública e a melhora observada em 29 de setembro tornam o projeto relevante para Android, mas ainda não justificam classificar a experiência como estável em todos os aparelhos.

Fontes: halo-ce-universal — repositório oficial; documentação oficial do Android; teste Snapdragon 8 Gen 2; teste MediaTek Helio G99.