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decomp.wtf usa IA para descompilar jogos com verificação byte a byte

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Em 14 de outubro de 2026, o desenvolvedor apresentou o decomp.wtf, uma ferramenta local que conecta agentes de inteligência artificial a projetos de descompilação de jogos. Dessa forma, o programa não aceita código C apenas porque compila: ele compara o resultado com o binário original, byte a byte.

O repositório oficial no GitHub descreve o processo e disponibiliza o código-fonte sob licença MIT. Além disso, na consulta realizada em 14 de outubro, o arquivo de configuração já indicava a versão 0.9.3 do pacote Python decompnet; isso não equivale a uma versão executável independente distribuída por GitHub Releases.

Como funciona o decomp.wtf

Primeiro, a ferramenta analisa a cópia do jogo fornecida pelo próprio usuário e separa funções e símbolos com ferramentas como splat e spimdisasm. Em seguida, agentes como Claude Code, Codex, Gemini CLI ou opencode podem tentar reconstruir funções em C ou C++.

Interface demonstrativa do decomp.wtf mostrando funções e tentativas de correspondência de código

Simulação oficial do decomp.wtf com o jogo de demonstração incluído no projeto. Fonte: i12bp8/decomp.wtf, GitHub.

Depois, o sistema compila cada tentativa com o compilador correspondente ao jogo e verifica se os bytes gerados coincidem com o original. Quando a correspondência falha, o agente recebe as diferenças para continuar o trabalho. Portanto, o recurso não garante que qualquer jogo será descompilado automaticamente.

Quais consoles e sistemas são citados?

Para começar, a documentação lista Nintendo 64, PlayStation 1 e 2, GameCube, Wii, Game Boy Advance e Nintendo DS para projetos iniciados do zero. Além disso, permite continuar descompilações públicas de outras plataformas, mas essa opção depende da estrutura e dos arquivos de cada projeto.

Diagrama oficial do decomp.wtf sobre análise de ROM, compilação de código C e comparação byte a byte

Fluxo técnico da descompilação, da leitura do jogo à verificação do código compilado. Fonte: documentação oficial do decomp.wtf no GitHub.

Além disso, o projeto oferece interface local no navegador e suporte a colaboração entre usuários. O programa roda em Windows, Linux e macOS, com Python 3.12 ou superior como requisito do pacote. Algumas ferramentas e compiladores têm restrições específicas de sistema.

Instalação e limitações atuais

Por sua vez, o README apresenta scripts de instalação para Windows (PowerShell), Linux e macOS, além da integração pelo comando decomp connect. Entretanto, esses scripts não são arquivos EXE prontos. Antes de executá-los, convém revisar o código e os requisitos no guia oficial de instalação. Não realizamos instalação nem teste independente.

Antes de começar, o usuário precisa fornecer sua própria cópia legítima do jogo. Além disso, o agente de IA pode exigir conta, assinatura ou cobrança por uso. Por esse motivo, o decomp.wtf não distribui ROMs, não substitui o trabalho de revisão humana e não transforma automaticamente uma descompilação em port jogável.

Nesse contexto, o avanço se conecta ao crescimento dos projetos de reconstrução de código, como mostra nosso artigo sobre o catálogo recomp.board e o progresso de descompilações. Da mesma forma, outro exemplo de esforço específico é o projeto de reconstrução de Digimon World DS.

Em resumo, o lançamento apresenta uma ferramenta de desenvolvimento, não novos jogos prontos para PC. Nossa conferência consultou a documentação e o código que o autor publicou, mas não incluiu benchmark independente.

Apresentação pública do decomp.wtf pelo autor no Reddit, comunidade r/decomps.

Fontes: repositório e README do decomp.wtf; versão do pacote; apresentação pública do autor no Reddit incorporada acima.