O projeto Forbidden Memories macOS agora possui suporte nativo experimental para Macs com Apple Silicon. A novidade entrou no repositório de Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories Recompiled em 7 de outubro de 2026. No entanto, ainda não existe pacote pronto de macOS na release estável: o usuário precisa compilar o jogo a partir do código-fonte.
Essa versão reconstrói o clássico de PlayStation 1 como programa nativo, sem depender de emulação convencional da CPU do console. Além disso, a edição de PC já oferece resolução interna de até 4x, widescreen, textos HD e recursos para mods.
Forbidden Memories macOS: o que mudou no Apple Silicon?
A implementação ARM64 adapta o funcionamento de memória e chamadas do jogo para processos modernos de 64 bits. Por isso, o novo código preserva os endereços de 32 bits esperados pelo título original, mas resolve os acessos em memória nativa do macOS.
Segundo a documentação técnica, o projeto utiliza LLVM 21.1.8 para traduzir o código do jogo. Assim, a mudança não deve ser confundida com um executável Intel rodando pelo Rosetta 2. Trata-se de um caminho próprio para chips Apple Silicon.
Captura oficial do campo de duelo de Forbidden Memories Recompiled, com modelos 3D. Fonte: GitHub / Unchiga.
A documentação do desenvolvedor descreve testes para memória, carregamento, saves, renderização e mods. Entretanto, uma lista de comandos de teste não significa que todos foram executados em cada computador. Mesmo assim, o suporte ainda exige validação prática e pode apresentar incompatibilidades.
Como jogar Forbidden Memories macOS atualmente
Para testar o port no Mac, o repositório exige Apple Silicon, Python 3 e as ferramentas de linha de comando do Xcode. Depois disso, o script ./play.sh prepara as dependências e compila a versão ARM64. Consulte o guia oficial de compilação para macOS antes de iniciar.
Além disso, o usuário precisa fornecer sua própria imagem .bin da edição norte-americana de Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories (SLUS-01411), obtida legalmente. Os desenvolvedores não distribuem os dados comerciais do jogo.
Os saves comuns podem ser transferidos entre builds, mas os estados instantâneos .state possuem limitações de compatibilidade entre sistemas e arquiteturas. Portanto, faça backup dos arquivos de progresso antes de experimentar versões diferentes.
Captura oficial dos retratos HD no modo Free Duel. Fonte: GitHub / Unchiga.
Download do port para Windows e Linux
Embora o macOS ainda dependa de compilação, o projeto mantém pacotes públicos prontos para Windows e Linux. A release estável v0.2.0, publicada em 3 de outubro, oferece os dois sistemas e um pacote HD opcional. Portanto, os botões abaixo apontam para a versão estável mais recente, sem selecionar automaticamente builds de teste.
- Baixe o pacote correspondente ao seu sistema. Se desejar texturas e retratos melhorados, baixe também o pacote HD opcional.
BAIXAR YU-GI-OH FORBIDDEN MEMORIES PORT WINDOWS ATUALIZADO
Para Linux, escolha o pacote correspondente.
BAIXAR YU-GI-OH FORBIDDEN MEMORIES PORT LINUX ATUALIZADO
O pacote HD é opcional e complementa o jogo.
BAIXAR YU-GI-OH FORBIDDEN MEMORIES PACOTE HD ATUALIZADO
- Extraia o ZIP no Windows ou o TAR.GZ no Linux. Em seguida, execute
memories-pc.exeou./memories-pc, respectivamente. - Na primeira execução, selecione o arquivo
.binda sua própria cópia norte-americana do jogo. - Se baixou o HD opcional, feche o jogo e extraia o pacote na mesma pasta do executável. Depois, confirme a presença de
mods/assets-hde ative os recursos no menu de mods.
Os três botões utilizam rotas compartilhadas que consultam a release estável mais recente. Assim, novas versões podem ser oferecidas sem trocar os links dos artigos. A instalação dos pacotes não foi testada nesta matéria.
O que o port oferece além do suporte ao Mac?
A versão nativa para PC inclui monstros 3D no campo, retratos em alta definição, suporte a mods, controles remapeáveis, slots de save e opções de idioma. Ainda assim, a novidade de outubro está no suporte ARM64 para macOS, não em uma versão comercial nova de Yu-Gi-Oh.
Esse tipo de trabalho se aproxima de outros projetos que transformam jogos clássicos em programas nativos. Por exemplo, já explicamos como a recompilação de TimeSplitters 2 para PC segue um caminho diferente da emulação tradicional.
Fontes: repositório oficial; documentação ARM64; releases.