O projeto hotd2-recompiled apresentou em 9 de outubro de 2026 uma recompilação experimental de The House of the Dead 2, clássico de fliperama lançado para a placa Sega NAOMI. A proposta é executar o jogo no navegador com WebAssembly, mas o código público ainda exige compilação local e uma cópia própria dos dados originais.
Além disso, o repositório de yunophilia no GitHub documenta a conversão antecipada de instruções do processador SH-4 para C. Em seguida, o projeto usa um ambiente de execução próprio para substituir funções do hardware original. Trata-se de um marco de desenvolvimento, não de um lançamento pronto para jogar.
Como funciona a recompilação de The House of the Dead 2
Segundo o README, as ferramentas identificaram aproximadamente 2.700 funções do programa. Na prática, o recompilador converte essas rotinas para C e mantém detalhes como atrasos de instruções e contagem de ciclos. Depois, a compilação com Emscripten permite executar o resultado em WebAssembly.
Entretanto, a solução não elimina toda interpretação. O runtime inclui um interpretador SH-4 para caminhos que a análise estática ainda não identificou. Por isso, o método combina recompilação antecipada, interpretação de fallback e emulação de alto nível de componentes da NAOMI.
O autor também descreve um renderizador WebGL2 para o navegador, além de um rasterizador de referência por software. A documentação cita entrada por mouse ou toque, comandos de crédito e início pelo teclado e armazenamento de dados EEPROM/SRAM no localStorage.
Imagem do jogo original, não da recompilação experimental. Fonte: LaunchBox Games Database.
House of the Dead 2 no navegador: gameplay experimental
Nesse contexto, o desenvolvedor relata modo de demonstração e trechos de gameplay a 60 quadros por segundo no navegador. Além disso, afirma ter comparado 972 funções entre recompilador e interpretador ao longo de 30 mil quadros, sem divergências nesse conjunto de testes. Esses números são resultados descritos pelo autor, não medições independentes do Allves Games.
Contudo, a lista de tarefas ainda prevê ampliar a cobertura de caminhos executados nas fases avançadas. Assim, a documentação não comprova que toda a campanha pode ser concluída nem que qualquer computador manterá 60 FPS. As imagens históricas do jogo usadas nesta matéria são ilustrativas e não mostram a execução do projeto experimental.
Outra captura do arcade original; não comprova o funcionamento do projeto WebAssembly. Fonte: LaunchBox Games Database.
O que é necessário para testar o código
Por enquanto, o repositório fornece ferramentas e código-fonte, sem distribuir os dados do jogo e sem apresentar um pacote binário instalável. O procedimento documentado usa um ambiente Linux via WSL, Emscripten e os scripts de compilação do projeto. Também é necessário preparar um dump próprio e legalmente obtido do cartucho NAOMI, identificado como hotd2.zip.
Após a compilação, um servidor local com os cabeçalhos exigidos pelo navegador hospeda os arquivos produzidos. Isso não significa que exista uma versão pública pronta para abrir e jogar pela internet. Portanto, não há botão de download de executável nesta etapa; o README oficial reúne os requisitos técnicos.
Por que o projeto merece atenção
Nesse sentido, a experiência busca levar o código do arcade original a uma plataforma moderna sem depender exclusivamente da execução convencional de um emulador. Ainda assim, parte do comportamento do hardware continua representada por software, e a cobertura incompleta limita conclusões sobre compatibilidade.
Para entender a diferença entre projetos experimentais e versões prontas, vale comparar com a recompilação de Uniracers com player no navegador. Já a notícia sobre o Flycast no macOS trata de um emulador tradicional, abordagem distinta da utilizada aqui.
Fontes: repositório e README do desenvolvedor; LaunchBox Games Database (imagens do jogo original).