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ARMSX3 1.0 melhora a emulação de PS3 no Android

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  • Última modificação do post:25 de setembro de 2026
  • Categoria do post:Notícias
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O ARMSX3 1.0 melhora a emulação de PS3 no Android com o maior conjunto de mudanças publicado pelo projeto até agora. A atualização faz jogos como Helldivers e Race the Sun alcançarem 60 FPS no AYN Odin 3, adiciona suporte a movimento SIXAXIS, incorpora novos controles touchscreen e permite utilizar temas reais do PlayStation 3 — inclusive cenas 3D animadas — diretamente na biblioteca do emulador.

A versão 1.0 foi publicada oficialmente em 24 de setembro de 2026. Já em 25 de setembro, o projeto recebeu pequenos hotfixes posteriores. Portanto, o grande salto técnico está no 1.0, enquanto as versões seguintes corrigem problemas específicos descobertos logo após o lançamento.

A mudança mostra uma evolução considerável em relação a agosto, quando os próprios desenvolvedores ainda tratavam o ARMSX3 como um proof of concept baseado no trabalho ARM64 do RPCS3. Naquele período, Skate 3 era citado com aproximadamente 20 a 30 FPS em um Snapdragon 8 Gen 2. Agora, alguns jogos comerciais já atingem seus respectivos alvos de 30 ou 60 FPS em hardware Android de alto desempenho.

ARMSX3 1.0 utilizando um tema real do PlayStation 3 na biblioteca do emulador

O ARMSX3 1.0 passou a reproduzir temas reais do PlayStation 3 diretamente na biblioteca. Imagem oficial publicada nas notas da versão: ARMSX3.

ARMSX3 1.0 leva Helldivers a 60 FPS no Odin 3

Uma das principais mudanças do release oficial do ARMSX3 envolve o recompilador PPU.

Helldivers e Don’t Starve: Giant Edition enfrentavam um problema relacionado ao overflow flag em uma família de instruções matemáticas. Segundo os desenvolvedores, o mesmo comportamento também existia no código upstream do RPCS3.

Por causa disso, a base de compatibilidade do RPCS3 havia direcionado esses jogos ao interpretador, que apresenta desempenho consideravelmente inferior ao recompilador.

O ARMSX3 1.0 corrige essa implementação e consegue manter essas instruções no caminho recompilado.

No AYN Odin 3, os desenvolvedores registraram os seguintes resultados:

Jogo Antes / referência ARMSX3 1.0
Helldivers 36 FPS 60 FPS
Race the Sun — 60 FPS
Don’t Starve: Giant Edition — 30 FPS

No caso de Don’t Starve, os 30 FPS correspondem ao limite do próprio jogo nesse teste.

Esses números não significam que qualquer smartphone Android consiga reproduzir os mesmos resultados. O desempenho continua dependendo do SoC, da GPU, do driver Vulkan, da memória disponível, das configurações escolhidas e do próprio jogo.

Além disso, os números citados acima vêm dos testes associados ao desenvolvimento do ARMSX3. Eles não constituem uma média obtida em vários aparelhos.

O avanço do recompilador vai além dos três jogos testados

A correção não consiste apenas em uma otimização específica para Helldivers.

O ARMSX3 agora compila todas as instruções PPU que alteram o overflow flag, em vez de abandonar o recompilador e recorrer ao interpretador em determinados casos.

Além disso, os desenvolvedores ampliaram a precisão do ponto flutuante da PPU.

Segundo as notas da versão, os testes ps3autotests apresentavam anteriormente 324 divergências relacionadas a conversões de NaN, sinal de zeros e NaNs em operações fused multiply-add e armazenamento em precisão simples.

Depois das correções, o projeto registra zero divergências nesses testes.

Essa mudança é importante porque precisão e desempenho nem sempre avançam juntos na emulação. Nesse caso, o projeto afirma ter corrigido comportamentos da CPU emulada ao mesmo tempo em que permite que mais código permaneça no caminho recompilado.

ARMSX3 1.0 também corrige problemas específicos em vários jogos

A atualização inclui uma série de correções direcionadas a títulos que apresentavam travamentos ou não conseguiam avançar corretamente.

NBA 08 agora chega ao gameplay. O suporte a interrupções SPU no recompilador foi corrigido, enquanto patches incluídos com o emulador resolvem o crash do vídeo de introdução e um carregamento infinito no Quick Play.

Burnout Paradise, por sua vez, não deve mais travar na seção do ferro-velho durante a introdução e já consegue chegar ao mundo aberto.

Burnout Paradise chegando ao mundo aberto no ARMSX3 1.0

Burnout Paradise não trava mais na seção do ferro-velho durante a introdução e consegue chegar ao mundo aberto. Captura oficial publicada pela equipe do ARMSX3.

Já Killzone 3 recebeu várias correções. O projeto resolveu o congelamento na área de treinamento com armas, a tela preta depois da cutscene seguinte e problemas de flicker na HUD.

Além disso, o ARMSX3 passa a ativar automaticamente um patch de MLAA para o jogo e utiliza configurações específicas que evitaram travamentos durante os testes.

The Guided Fate Paradox também deixa de ficar preso indefinidamente durante a compilação.

Portanto, a atualização não deve ser avaliada apenas pelos três exemplos de FPS. Parte importante do salto está na quantidade de jogos que agora consegue avançar mais longe.

Suporte a SIXAXIS leva movimentos do controle para os jogos de PS3

Outra novidade importante está nos controles.

O ARMSX3 1.0 adiciona suporte aos dados de movimento usados pelo SIXAXIS do PlayStation 3.

Um DualShock 4 ou DualSense conectado pode enviar seus sensores de movimento ao jogo emulado.

Além disso, dispositivos portáteis que possuem sensores próprios podem utilizá-los como se o aparelho inteiro fosse o controle.

Quando o usuário segura o handheld na posição vertical, por exemplo, o ARMSX3 consegue interpretar sua orientação como um controle nivelado.

Os sensores do próprio aparelho também acompanham a rotação da tela.

Segundo o release, o recurso foi testado tanto no Odin 3 quanto em um DualSense.

O ARMSX3 também consegue receber o movimento de um DualSense em dispositivos que apresentam controles externos ao Android como parte do próprio handheld.

O usuário não precisa ativar uma configuração específica de SIXAXIS quando o controle oferece os sensores compatíveis.

Controles touchscreen do ARMSX2 2.7 chegam ao ARMSX3

A versão 1.0 também importa para o emulador de PS3 o sistema renovado de controles de toque do ARMSX2 2.7.

Agora, o usuário encontra três modos de deslizamento, além de uma opção para manter os controles touchscreen sempre visíveis.

As macros também ficaram mais flexíveis.

Cada macro pode definir sua própria pressão entre 5% e 100%. Dessa forma, duas macros associadas ao mesmo botão podem simular níveis diferentes de pressão.

Isso possui relevância especial na emulação de PS3, porque alguns jogos foram desenvolvidos considerando os botões analógicos presentes nos controles da época.

Além disso, os modos Half-Screen Sticks podem manter o analógico esquerdo virtual na tela, enquanto botões multitouch continuam funcionando junto com gestos e controles divididos.

ARMSX3 agora executa temas reais de PlayStation 3

Uma das mudanças mais incomuns da versão 1.0 está fora da emulação dos jogos.

O ARMSX3 agora aceita arquivos de tema do PlayStation 3 no formato .p3t como plano de fundo da biblioteca.

O recurso não se limita a extrair uma imagem estática do arquivo.

O emulador interpreta diferentes tipos de tema, incluindo:

  • imagens estáticas;
  • slideshows com seu próprio tempo e transições;
  • temas animados;
  • cenas 3D completas;
  • personagens animados;
  • iluminação;
  • scripts e movimentos de câmera.

Segundo os desenvolvedores, eles testaram 92 temas dinâmicos e conseguiram executar os 92.

Entre os exemplos mencionados aparecem temas de Ape Escape, Afrika, Bloodborne e White Knight Chronicles.

Os temas 3D conseguem executar suas animações e lógica de câmera em tempo real.

No entanto, o aparelho precisa oferecer suporte aos shaders exigidos. Caso contrário, o ARMSX3 utiliza um plano de fundo alternativo.

Temas dinâmicos ficam limitados a 30 FPS para economizar bateria

Embora consiga executar as cenas em tempo real, o ARMSX3 não deixa os temas consumirem recursos indefinidamente.

O projeto limita sua renderização a 30 FPS.

Além disso, o processamento para quando o usuário deixa a área da interface em que o tema aparece.

Assim, um plano de fundo 3D não permanece consumindo GPU enquanto o usuário executa um jogo.

A biblioteca também ganhou um modo de screensaver.

Depois de um período sem interação, o ARMSX3 pode esconder a interface e deixar apenas o tema ou imagem no display. O usuário configura esse intervalo entre 1 e 60 minutos.

Qualquer botão ou toque encerra o screensaver sem executar acidentalmente a ação daquele comando.

Biblioteca ganha save states, múltiplos discos e novos recursos

A interface recebeu outras melhorias importantes.

Agora, o usuário pode pressionar e segurar um jogo que já possui save states e iniciar diretamente um desses estados.

Novos recursos de biblioteca e gerenciamento do ARMSX3 1.0

A versão 1.0 amplia os recursos da biblioteca, incluindo acesso a save states, múltiplos discos e integração com frontends. Imagem oficial publicada nas notas do ARMSX3 1.0.

O gerenciador mostra miniaturas e datas para facilitar a escolha.

Além disso, o ARMSX3 melhora o tratamento de jogos distribuídos em vários discos.

Compilações como Disgaea Triple Play Collection podem mostrar cada jogo como um item separado dentro da biblioteca, mesmo quando o usuário utiliza uma ISO ou dump em pasta.

O sistema também suporta Swap Disc para títulos que pedem a troca durante a execução e aceita playlists .m3u.

Outra função permite inicializar um EBOOT, imagem de disco, playlist ou diretório diretamente, sem adicionar o conteúdo permanentemente à biblioteca.

Além disso, o emulador pode criar atalhos para frontends como ES-DE e Daijisho.

ARMSX3 1.0 também corrige problemas específicos do ARM64

Algumas das mudanças mais importantes não aparecem diretamente na interface.

Os desenvolvedores identificaram duas barreiras de memória ausentes no caminho ARM64.

Em processadores x86, esse comportamento não exigia a mesma correção. Já em ARM64, uma SPU podia acabar lendo dados antigos depois de uma operação de reserva.

A versão 1.0 adiciona as duas barreiras necessárias.

Além disso, o projeto corrigiu comportamentos relacionados a MFC tag status, contagem de event channels, salvamento de contexto das tarefas SPURS e uma operação de shift no interpretador SPU.

Uma transferência SPU envolvendo memória não mapeada também deixa de encerrar completamente a thread.

Essas mudanças mostram como portar o RPCS3 para Android não consiste simplesmente em recompilar o programa para ARM64.

A arquitetura possui diferenças de memória e sincronização que exigem trabalho específico.

Compilar jogos grandes deve consumir memória de forma mais inteligente

O gerenciamento de memória também mudou.

Antes, o ARMSX3 podia compilar módulos demais simultaneamente em jogos grandes e acabar esgotando a memória disponível no dispositivo.

Agora, o número de módulos compilados ao mesmo tempo acompanha a memória realmente livre, em vez de considerar apenas a quantidade total instalada.

Além disso, os desenvolvedores corrigiram um problema de espaço de endereçamento que aparecia em jogos que recriam suas threads SPU repetidamente.

Essas mudanças são especialmente relevantes em Android, onde o aplicativo disputa memória com o sistema operacional e outros processos.

Do proof of concept aos primeiros jogos em velocidade completa

O contraste com a primeira versão pública ajuda a entender a dimensão da atualização.

Quando o ARMSX3 apareceu em agosto de 2026, a equipe ainda descrevia o projeto essencialmente como um proof of concept.

Naquele período, Skate 3 aparecia como um dos principais exemplos e rodava aproximadamente entre 20 e 30 FPS em um Snapdragon 8 Gen 2.

O desenvolvimento avançou rapidamente durante agosto e setembro, com correções sucessivas de CPU, GPU, áudio, aquecimento, compatibilidade e gerenciamento de memória.

Agora, o 1.0 apresenta casos em que o recompilador ARM64 consegue levar jogos comerciais aos respectivos alvos de desempenho.

Isso não significa que toda a biblioteca de PlayStation 3 tenha alcançado o mesmo estágio.

Porém, representa uma diferença concreta em relação ao cenário de poucas semanas atrás.

Emulação de PS3 no Android ainda depende muito do hardware

Apesar do número 1.0, o ARMSX3 continua sendo um projeto em desenvolvimento rápido.

PlayStation 3 possui uma arquitetura complexa, baseada no processador Cell e em diferentes unidades SPU. Além disso, o emulador precisa traduzir essa carga para processadores ARM64 móveis, respeitando limitações térmicas e energéticas muito diferentes das encontradas em um PC.

A GPU também influencia bastante o resultado.

O ARMSX3 oferece suporte a drivers Vulkan personalizados em dispositivos compatíveis. Assim, duas máquinas com desempenho bruto semelhante podem apresentar resultados diferentes dependendo da GPU e do driver utilizado.

Jogos também variam enormemente entre si.

Um título pode atingir 60 FPS enquanto outro sequer chega ao gameplay no mesmo aparelho.

Portanto, os resultados de Helldivers, Race the Sun e Don’t Starve não representam uma previsão de desempenho para todo o catálogo do PS3.

ARMSX3 continua baseado no RPCS3

O projeto também não deve ser apresentado como um emulador de PlayStation 3 escrito do zero.

O repositório oficial descreve o ARMSX3 como um port Android do RPCS3 para dispositivos ARM64.

Além disso, o código acompanha os avanços ARM64 recentes desenvolvidos no próprio ecossistema RPCS3.

A equipe do ARMSX3 acrescenta sua interface Android, otimizações, patches, sistemas de controle e adaptações específicas ao ambiente móvel.

O projeto mantém a licença GPL-2.0, assim como o RPCS3.

A versão 1.0 já recebeu hotfixes

O ritmo rápido de desenvolvimento continuou depois do grande release.

A versão 1.0.1 chegou poucas horas depois e corrigiu dois grupos de regressões.

Guitar Hero World Tour deixava de avançar antes do início de uma música. Segundo os desenvolvedores, Guitar Hero: Metallica, Van Halen e Aerosmith apresentavam o mesmo tipo de quebra na versão 1.0 e também devem voltar a funcionar.

Além disso, Mortal Kombat Komplete Edition deixa de congelar no logotipo da Warner Bros.

Em 25 de setembro, o GitHub passou a listar também a versão 1.0.2.

Esse hotfix corrige os atalhos de frontend no formato .ps3 para jogos PKG instalados quando um frontend entrega o próprio arquivo ao ARMSX3.

Portanto, quem pretende instalar o emulador agora deve observar o release mais recente, mesmo que a grande atualização de compatibilidade continue sendo identificada como ARMSX3 1.0.

ARMSX3 1.0 representa um novo estágio para PS3 no Android

A versão 1.0 não transforma a emulação de PlayStation 3 em uma experiência madura para qualquer smartphone.

Ainda existem jogos incompatíveis, problemas gráficos, diferenças entre drivers e cenários em que o desempenho permanece muito abaixo da velocidade original.

Entretanto, a atualização mostra uma evolução mensurável.

Em agosto, o projeto começava como um port experimental com Skate 3 na faixa de 20 a 30 FPS em um Snapdragon 8 Gen 2.

Agora, Helldivers e Race the Sun conseguem atingir 60 FPS no Odin 3, enquanto Don’t Starve chega ao seu limite de 30 FPS.

Ao mesmo tempo, o emulador adiciona SIXAXIS, controles de toque mais completos, melhorias de precisão PPU/SPU, melhor gerenciamento de memória e uma interface capaz de reproduzir temas reais do PlayStation 3.

O salto, portanto, não está apenas no contador de FPS. O ARMSX3 começa a combinar desempenho utilizável, compatibilidade crescente e recursos específicos do próprio ecossistema PS3 dentro de um dispositivo ARM64 portátil.

Fontes: ARMSX3 — releases oficiais no GitHub | ARMSX3 — notas oficiais completas da versão 1.0 | ARMSX3 — repositório oficial | Android Authority — cobertura dos testes da versão 1.0.